Mais vida, menos vida: A terceira margem do rio – Winnicott 130 anos

Mais vida, menos vida: A terceira margem do rio – Winnicott 130 anos

 

 

Existe um ponto da relação de Donald Winnicott com a vida que também foi fonte de investigação de Adam Phillips, em seu livro The cure for psychoanalysis [A cura para a psicanálise], que trata da questão de saber o que é a vida, em si mesma, para além da sua qualificação presta/não presta. Todos recordam do momento em que, no brincar e realidade, Winnicott coloca com a mesma ingenuidade das crianças a pergunta: “sobre o que versa a vida?”; e nos relembra que antes de se perguntar se a vida presta a gente precisaria saber o que é a vida em si mesma.

Winnicott, pesquisando com a alma cheirando a talco como bumbum de bebê (incorporando a feliz afirmação de José Miguel Wisnik de que Winnicott seria o Gilberto Gil da psicanálise), não se preocupa em responder o que é isso que ele enxerga como vida – o importante é perguntar o que ela é.

Podemos observar que, para Winnicott, existem diferentes sentidos de realidade na experiência da vida em si mesma. E ele dá especial atenção para o sentido de realidade próprio ao brincar e da experiência da criatividade. O espaço potencial, a transicionalidade, inscreve um terceiro sentido da realidade que…

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