O escritor André Santa Rosa, autor de ‘Praia esgarçada alegria’ (Stig de Lavor)
“O artista moderno Mário de Andrade quando esteve em Maceió, em 1928, reconheceu a cidade como uma pequena garça que repousa na praia prestes a fazer o seu primeiro voo. Foi ao comércio: pouco movimento, cidade pequena. Cabe em minhas mãos, agora, uma fotografia.”
Assim se inicia Praia esgarçada alegria, publicado este mês pelo Círculo de poemas, segundo livro do poeta, jornalista e crítico André Santa Rosa, que publicou anteriormente Retratos de ruínas & outros fantasmas comuns, em 2021, pela Urutau. Além de resgatar a paisagem densa da cidade natal do autor, a memória de Mário de Andrade compõe apenas uma das múltiplas imagens que Santa Rosa evoca como forma de tensionar memória e arquivo em sua linguagem poética.
Sua intenção: “Criar um longo poema com elementos narrativos que, através da linguagem, elaborasse algumas obsessões minhas” – explica o autor em entrevista à Cult. Entre suas obsessões: “O arquivo como modo de operação, a…





