O avanço do pirarucu para áreas onde não existia naturalmente não ocorreu por migração espontânea ao longo de milhares de quilômetros, mas por ação humana. Pesquisas indicam que exemplares da espécie foram retirados da região de Iquitos, no Peru, nos anos 1970, e levados para criadouros conservacionistas no sudeste do país. A partir de escapes desses criadouros — e, posteriormente, de pisciculturas alagadas durante cheias históricas — o peixe se espalhou pela bacia do rio Madre de Dios, alcançou a Bolívia e, décadas depois, chegou a rios do Norte do Brasil.





