O Procurador-Geral da República fez sustentação oral na abertura do julgamento da trama golpista, nesta terça-feira, 2
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Redação Terra
Resumo
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, afirmou no STF que o golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder já estava em curso, com envolvimento de altos líderes civis e militares, durante a abertura do julgamento da trama golpista.
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, disse nesta terça-feira, 2, que não é preciso “esforço intelectual extraordinário” para se reconhecer que o golpe de estado estada em curso. Paulo Gonet fez sua sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF), durante o primeiro dia do julgamento da trama golpista, que julga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.
Gonet ainda ressaltou que todos os personagens do processo em que a tentativa do golpe se desdobrou são responsáveis pela tentativa de manter no poder o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após as eleições de 2022. Segundo o procurador, o comandante da Marinha chegou a assentir ao convite para intervenção no processo constitucional de sucessão do Executivo.
Paulo Gonet durante o julgamento do núcleo 1 da trama golpista
Foto: Antonio Augusto/STF
“Não é preciso esforço intelectual extraordinário para reconhecer que quando o presidente da República e depois o ministro da Defesa convocam a cúpula militar para apresentar documento de formalização de golpe de Estado, o processo criminoso já está em curso”, disse.
De acordo com o PGR, não se está, nesse caso, num ambiente inofensivo de conversas. “Quando o presidente da República e o ministro da Defesa se reúnem com os comandantes militares sob a sua direção política e hierárquica para concitá-los a executar fases finais do golpe, o golpe ele mesmo já está em curso de realização”, continuou.
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“Some-se a isso a campanha ignóbil determinada pelo militar, candidato à vice-presidência, para destruir o ânimo legalista demonstrado pelos comandantes da aeronáutica e do Exército ao se afastarem das etapas decisivas do Levante”, completou.
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Alexandre de Moraes inicia julgamento de Bolsonaro
Foto: Antonio Augusto/STF
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Alexandre de Moraes fala durante o julgamento
Foto: Antonio Augusto/STF
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Dino marca presença no julgamento de Bolsonaro
Foto: Antonio Augusto/STF
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Alexandre de Moraes no julgamento de Bolsonaro
Foto: Antonio Augusto/STF
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Alexandre de Moraes chega ao julgamento de Bolsonaro
Foto: Antonio Augusto/STF
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Visão ampla do ambiente onde é julgado o caso de Bolsonaro
Foto: Antonio Augusto/STF
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Visão ampla do ambiente onde é julgado o caso de Bolsonaro
Foto: Antonio Augusto/STF
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Julgamento de Bolsonaro
Foto: Agência Estado
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Jornalistas aguardam do lado de fora para cobrir o caso
Foto: Reportagem do Terra
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Operação policial no julgamento de Bolsonaro
Foto: Agência Estado
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Jornalistas aguardam do lado de fora para cobrir o caso
Foto: Reportagem do Terra
O julgamento
Nesta terça-feira, 2, a sessão teve início às 9h e segue até 12h. O julgamento será retomado às 14h, seguindo até 19h.
Além disso, o julgamento deve se estender por mais quatro dias. Confira as outras datas e horários:
- 3 de setembro (quarta-feira): sessão extraordinária das 9h às 12h;
- 9 de setembro (terça-feira): sessão extraordinária das 9h às 12h e sessão ordinária das 14h às 19h;
- 10 de setembro (quarta-feira): sessão extraordinária das 9h às 12h;
- 12 de setembro (sexta-feira): sessão extraordinária das 9h às 12h e das 14h às 19h.
Além de Bolsonaro, tambem são réus:
- Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Defesa;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin;
- Almir Garnier Santos, almirante da reserva e ex-comandante da Marinha;
- Augusto Heleno, general da reserva e ex-ministro do GSI;
- Paulo Sérgio Nogueira, general da reserva e ex-ministro da Defesa;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.





