Os Estados Unidos estão se preparando para um impacto na aviação pela não aprovação do orçamento federal, o que tem causado uma paralisia financeira (shutdown) em diversos serviços públicos. O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou ontem que o governo suspenderá 10% das operações em 40 aeroportos americanos.

As alterações começam a valer amanhã, com previsão de milhares de voos afetados. Entre os 40 aeroportos impactados estão Orlando, Fort Lauderdale, Nova York (todos os três), Boston, Chicago, San Francisco, Las Vegas e Houston. A princípio, voos internacionais de longa distância não serão atingidos.
Para se ter uma ideia da dimensão do problema, na última sexta-feira, a FAA (Federal Aviation Administration, o equivalente à nossa Agência Nacional de Aviação Civil) informou que cerca de 80% dos controladores de tráfego de Nova York estavam fora do trabalho.
“Vocês verão atrasos em massa de voos, cancelamentos em massa, e vocês nos verão fechar certas partes do espaço aéreo porque nós não podemos fazer essa gestão sem os controladores de tráfego”, afirmou Duffy. Estes profissionais estão atuando em meio à paralisação e já deixaram de receber dois salários integrais desde que o shutdown entrou em vigor.

Atrasos e cancelamentos já eram parte da rotina de alguns aeroportos dos Estados Unidos desde o início da paralisação, há mais de 30 dias, mas em menor volume. O anúncio de ontem é uma escalada importante dessa crise, que agora deverá afetar milhões de passageiros de maneira mais concreta.
Anteriormente, a Transportation Security Administration (TSA), órgão do governo dos Estados Unidos responsável pela segurança dos sistemas de transporte do país, já vinha alertando os viajantes para esperas maiores do que o normal em inspeções de segurança em aeroportos.
O impacto para as companhias aéreas até o momento

Em uma carta aos passageiros, o CEO da United Airlines, Scott Kirby, confirmou que as reduções de voos da companhia aérea começam amanhã, mas não afetarão as operações internacionais de longa distância (caso dos voos de/para o Brasil).
A American Airlines informou que “enquanto espera informações adicionais da FAA para determinar quais voos serão impactados”, espera que “a vasta maioria das viagens não seja afetada”. A empresa informou que voos internacionais de longa distância não serão afetados.
A Delta Airlines disse que “espera operar a vasta maioria de seus voos conforme o programado, incluindo todos os serviços internacionais de longa distância“.

Seja qual for o cenário, as três maiores companhias aéreas dos Estados Unidos estão recomendando que os passageiros acompanhem o status dos voos por meio dos canais oficiais, e devem dar opções de remarcação quando for o caso.
A Airlines for America, entidade que representa as companhias aéreas dos Estados Unidos, disse que está “trabalhando com o governo federal para entender todos os detalhes da nova redução e vai se esforçar para mitigar os impactos para os passageiros”.
Azul, Gol e Latam informaram ao Melhores Destinos que seus voos de/para os Estados Unidos não foram afetados até o momento.
Paralisação do governo dos Estados Unidos
A atual paralisação do governo dos Estados Unidos por falta de aprovação de orçamento já é a maior da história, e chegou hoje ao seu dia 37. O recorde anterior era de 34 dias, registrado em 2018, no primeiro mandato de Donald Trump.

A interrupção de serviços no shutdown envolve todos os órgãos federais, com a manutenção apenas do que é considerado essencial, o que é o caso de parte dos órgãos direta ou indiretamente ligados à aviação.
Estima-se que mais de 800 mil trabalhadores – ou 40% da força do serviço público do país – estejam em licença forçada entre todos os departamentos do governo.
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