Conhecido como TH Joias o deputado é alvo de operação, além de assessores parlamentares e traficantes
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Redação Terra
3 set
2025
– 07h35
(atualizado às 07h37)
Resumo
Justiça do Rio lança operação para prender o deputado estadual TH Joias por tráfico, corrupção e ligação com o Comando Vermelho; ele teria usado o cargo para favorecer a facção.
Deputado Thiego Santos, conhecido como TH Joias, do MDB é apontado pelo MPRJ como facilitador de venda de armas e tráfico
Foto: Reprodução/Instagram/@deputadothiegosantos
A Polícia Federal (PF), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro tentam prender o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (MDB), em uma operação nesta quarta-feira, 3. Ele é suspeito de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e venda ilegal de armas de uso restrito para uma facção criminosa.
Segundo informações do MPRJ, a Justiça emitiu quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos nesta quarta em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia e Copacabana.
O deputado não foi localizado pela polícia. O Terra tenta contato com sua defesa.
Os acusados mantinham vínculos estáveis com a facção criminosa Comando Vermelho, segundo a denúncia. Eles atuavam nos Complexos da Maré e do Alemão e na comunidade de Parada de Lucas. O grupo é acusado de intermediar a compra e venda de drogas, armas e equipamentos antidrones usados para dificultar operações policiais nesses locais, ocupados pela facção. Além disso, eles movimentavam um alto valor de dinheiro em espécie para financiar essas atividades ilegais.
Para o MPRJ, o deputado usou o mandato para favorecer a organização criminosa, nomeando comparsas para cargos na Assembleia Legislativa do Rio (ALERJ).
Outro denunciado é apontado como uma das lideranças da facção, responsável pelo controle financeiro do grupo e pela autorização de grandes pagamentos, incluindo a compra de antidrones. Um terceiro denunciado era o tesoureiro, encarregado de armazenar as drogas e guardar valores milionários, além de pagar e intermediar as compras de armas e munições.
Um quarto denunciado atuava como fornecedor de equipamentos especializados para a facção, em especial os antidrones. Ele também fazia testes em campo e ensinava aos outros como usá-los. Ele também trabalhava como assessor parlamentar de TH Joias, como forme de encobrir os crimes.
Uma quinta pessoa acusada foi nomeada para um cargo comissionado na Alerj, e sua função era servir de elo entre o grupo criminoso e o Legislativo. A assessora contribuia para acobertar o papel desempenhado pelo tesoureiro, com quem é casada.
A investigação tramitou na Procuradoria-Geral de Justiça por envolver agente político com foro por prerrogativa de função.





