Tarcísio diz que Poderes têm que ceder e cita anistia como solução após reunião de governadores


Governador de São Paulo foi o porta-voz dos chefes dos Executivos estaduais que se reuniram na casa do governador do DF, Ibaneis Rocha

7 ago
2025
– 19h18

(atualizado às 19h25)

BRASÍLIA – Após mais de duas horas de reunião na casa do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) nesta quinta-feira, 7, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falou em nome dos oito chefes de governo estaduais presentes no encontro e defendeu que todos os Poderes “precisam ceder” para resolver a crise institucional em curso com o tarifaço norte-americano e o julgamento das ações penais do golpe pelo Supremo Tribunal Federal (STF).



Governadores Romeu Zema, de Minas, Ronaldo Caiado, de Goiás, Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Cláudio Castro, do Rio, e Jorginho Mello, de Santa Catarina se reuniram na casa de Ibaneis Rocha, do Distrito Federal

Governadores Romeu Zema, de Minas, Ronaldo Caiado, de Goiás, Tarcísio de Freitas, de São Paulo, Cláudio Castro, do Rio, e Jorginho Mello, de Santa Catarina se reuniram na casa de Ibaneis Rocha, do Distrito Federal

Foto: Rodrigo Silviano/Estadão / Estadão

Questionado sobre as formas que os Poderes poderiam agir para desescalar a crise interna e com o governo dos Estados Unidos, Tarcísio mencionou a votação da anistia aos condenados pelos atos golpistas no dia 8 de janeiro de 2023. A posição foi endossada pelos governadores Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, e Mauro Mendes (União), Mato Grosso, que defenderam a “liberdade” do Congresso para votar o tema como resposta ao “desejo da maioria”.

Mauro Mendes criticou, por exemplo, a declaração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aos líderes partidários em reunião nesta quinta-feira. Como revelou a Coluna do Estadão, o chefe do Congresso afirmou que “nem com 81 assinaturas (número total de senadores) pauto impeachment de ministro do Supremo“.

“Há que se estabelecer uma harmonia institucional. A gente entende que os Poderes têm papéis na mitigação da crise. A gente não pode ter um Poder se sobrepondo ao outro. Os Poderes tem que contribuir para desescalar a crise. A gente tem que defender as funções típicas de cada poder, por exemplo o parlamento”, disse Tarcísio.

Em recado ao STF, o governador paulista afirmou que não é razoável que, “em nome de determinados valores, a gente agrida outros”. Segundo ele, o “caminho (para solucionar a crise) está quando cada um cede um pouquinho”. Mas, ao ser questionado pelo Estadão como o Judiciário poderia ceder na sua prerrogativa de julgar ações penais, Tarcísio não respondeu.

Também estiveram presentes os governadores Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Ratinho Junior (PSD), do Paraná; Cláudio Castro (PL), do Rio; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Wilson Lima (União), do Amazonas. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), constava na lista de convidados divulgada pelos assessores de Ibaneis, mas não compareceu ao encontro.



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