Maria Fernanda Maglio: “A escrita literária sempre contém algum impulso de morte”

Maria Fernanda Maglio: “A escrita literária sempre contém algum impulso de morte”

 

 

Recém-lançado pela Todavia, Lá é o tempo é o segundo romance da Maria Fernanda Maglio, autora de Enfim, imperatriz (Editora Patuá, 2018), vencedor do Prêmio Jabuti, e 179. Resistência (Editora Patuá, 2020), vencedor do Prêmio Literário Biblioteca Nacional. A Cult conversou com a autora sobre o livro, resenhado por Carla Bessa na edição impressa de maio.

Seu livro articula duas linhas temporais e múltiplas vozes narrativas. Como foi o processo de construção dessa estrutura fragmentada e o que a interessava ao explorar essa polifonia?

A polifonia é uma das marcas do livro. Os acontecimentos são contados em diferentes perspectivas e tempos, por diversas vozes. E isso cria no leitor uma sensação de certo atordoamento e de sobreposição. Até mesmo o que já aconteceu e o que ainda vai acontecer está acontecendo agora. O tempo presente é o imperativo dessa história. E a multiplicidade de vozes contribui para isso. Há capítulos em primeira, em terceira e em segunda pessoa. Há narrativa no presente, no pretérito e no futuro. O romance tem um sentido de urgência, uma premência de desmoronamento. Tudo está…

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