Entre a voz e o sujeito: Por uma IA que fale em nosso nome

Entre a voz e o sujeito: Por uma IA que fale em nosso nome

Barricada em rua de Argel, capital da Argélia, em 1960 ( christophe marcheux/wikimedia commons )


Em 2025, sob o governo de Edi Rama, a Albânia nomeou uma inteligência artificial como ministra de Estado, a Diella. Entre tantas questões suscitadas pelo fato, uma merece atenção psicanalítica: a voz de uma tribo, família, comunidade, povo ou nação pode advir de um artefato técnico? Claro que nenhuma dessas unidades político-culturais fala. Não encontraremos em nossa frente uma nação e a escutaremos dizer sua opinião sobre algo. Isso acontece pela escrita ou voz de alguém. Ao mesmo tempo, quando esse alguém fala, é como um suporte desse “outro”, ou seja, fala-se em nome da nação.

Frantz Fanon percebeu bem a importância disso em O ano V da revolução argelina. Mas “as primeiras palavras” da nação que se libertava não foram ditas por alguém, uma pessoa individual de carne e osso, mas por um artefato…

Clique para ler a matéria completa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *