
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Kevin Lamarque/Reuters
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (9) a saída imediata do Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF), principal mecanismo internacional de financiamento para ações climáticas em países em desenvolvimento.
A decisão interrompe a participação americana no fundo, criado para apoiar projetos de mitigação das emissões de gases de efeito estufa e de adaptação aos impactos do aquecimento global.
Ela vem em uma esteira de decisões de saídas de organizações internacionais que começaram nesta quarta-feira (8).
A retirada imediata dos Estados Unidos reduz a base de financiamento do fundo e pode afetar diretamente a disponibilidade de recursos para projetos de adaptação e mitigação em países mais vulneráveis às mudanças climáticas, além de pressionar outros doadores a compensar a ausência americana.
➡️ Vale lembrar que os Estados Unidos é o segundo maior emissor de gás carbônico no mundo, o que faz com que a nação seja uma grande contribuidora para o aquecimento global que afeta primeiro as nações do sul global, menos desenvolvidas.
O que é o FGC e onde ele está no Brasil?
O Fundo Verde do Clima foi criado em 2010, durante a COP 16, em Cancún, pelos países que integram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), e passou a integrar também a estrutura financeira do Acordo de Paris.
Desde 2015, quando aprovou seu primeiro projeto, o GCF construiu um portfólio com mais de 100 iniciativas no mundo, voltadas a apoiar países em desenvolvimento no cumprimento de suas metas climáticas, as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
Até 2024, 13 desses projetos tinham atuação no Brasil. Alguns deles são concentrados na proteção da Amazônia, ampliação de agroflorestas na região amazônica para o desenvolvimento econômico, proteção do Marajó que vem sofrendo com o aumento das temperaturas e proteção de corais.
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